segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Insetos ajudam a desvendar crimes

A cena de um crime contém muitos elementos que podem ajudar a contar a história de uma ocorrência e, muitas vezes, mostrar seus reais culpados. Até um inseto pode ajudar a elucidar um crime.
É isso o que, pela primeira vez, a Polícia Civil do Estado vai usar.
A chamada entomologia forense está começando a ser ensinada aos policiais paulistas e, no Interior, a região de Bauru é a primeira a ser treinada.
A entomologia forense é uma ciência aplicada que tenta determinar a data e até causas de morte de seres humanos através dos insetos que colonizam o cadáver. Vinte policiais da área do Deinter-4 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4), cuja sede fica em Bauru, são treinados de quinta até sábado.
O delegado Licurgo Nunes Costa, diretor do Deinter-4, explica que participam policias diretamente ligados à investigação de homicídios. “Eles se tornarão multiplicadores dessa nova técnica. Nosso serviço de inteligência vai ser aprimorado numa área de quase dois milhões de habitantes”, diz. Segundo ele, a Polícia Civil da região vai passar a observar com mais cuidado a cena de um crime.‘São provas mais valiosas’O coordenador do curso de entomologia forense, o perito criminal Edilson Nakaza, afirma que as informações coletadas com os insetos têm valor de prova numa investigação criminal.
“São provas na maioria das vezes mais valiosas do que depoimentos, já que são evidências científicas”, conta.
Nesta sexta-feira os policiais civis de Bauru e região vão ter aulas com a maior autoridade em entomologia do país, a bióloga da Unicamp, Patricia Jacqueline Thyssen, e no sábado executarão parte práticas de coleta e análise de insetos e larvas em uma chácara da Polícia Civil.
No dia-a-dia, esse material será enviado para análise em centros de estudos da Unicamp (Universidade de Campinas) e Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Rio Claro. O trabalho é um convênio entre a Secretaria de Segurança Pública e o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) por meio da Academia de Polícia do Estado. Segundo o delegado coordenador do núcleo de ensino do Deinter-4, Luís Henrique Casarini, estão previstos 13 cursos, inclusive DNA forense e identificação veicular.Aplicações são amplasAs aplicações da entomologia forense também são variadas. Além de determinar o período de tempo entre a morte e o descobrimento do cadáver com a análise de larvas e insetos, a técnica também pode ajudar no combate ao tráfico de drogas.
A maconha, por exemplo, contém vários fragmentos de insetos e de solo.
Com a sua identificação é possível descobrir a origem da droga, já que determinados insetos só existem em algumas áreas, como na Bolívia ou Nordeste.Em crimes ambientais, o conteúdo do estômago dos insetos mortos também pode ser estudado para descobrir os agrotóxicos ou substâncias químicas presentes na região.Em mortes difíceis de encontrar a causa, Edilson Nakaza também explica que os insetos podem auxiliar. “Moscas próximas do cadáver podem, por exemplo, ser recolhidas para procurar vestígios de cocaína e pólvora nelas”, explica.As moscas são, muitas vezes, as primeiras a estar no local de um homicídio. Elas preferem um cadáver úmido para as larvas se alimentarem. Já os besouros são geralmente encontrados nos cadáveres quando se encontram mais decompostos.Capitão é salvo da prisão por larvasEdilson Nakaza lembra um caso célebre na Hungria que tirou um capitão da Marinha da prisão. Nos anos 90, ele foi incriminado por supostamente ter matado um passageiro de seu barco. O militar chegou a ser condenado à prisão perpétua. Após oito anos de cadeia, o caso foi reaberto e foram analisados os vestígios do crime, entre eles as larvas que estavam no cadáver. Foi provado que a vítima foi morta um dia antes do capitão estar no barco.

Reinaldo ChavesAgência Bom Dia

A Ciencia contra o Crime

A ciência contra o crime
Perícia do caso Isabella foi uma das mais detalhadas realizadas em São Paulo.
Especialistas elogiam os trabalhos.Por Cristina Christiano

Durante 22 dias ininterruptos, o Brasil praticamente parou para acompanhar atentamente o trabalho de um batalhão de peritos dos Institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) de São Paulo em torno da morte da menina Isabella de Oliveira Nardoni.
De repente, todos viraram investigadores.
Cada pessoa criou uma tese sobre o que teria ocorrido no apartamento 62 do Edifício London, na Rua Santa Leocádia, 138, Vila Mazzei, na Zona Norte. Nesse endereço, na noite de 29 de março, a menina de apenas 5 anos foi arremessada de uma janela do sexto andar.
O pai e a madrasta da criança, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, principais suspeitos, dizem ser “totalmente inocentes”. Porém, com equipamentos de última geração, como cromatógrafo (que permite a análise de amostras peque-nas, de meio milímetro, ou de uma gota de sangue) e o reagente de sangue não visível (luminol), peritos tiveram certeza de que o casal estava presente no local do crime.
Riqueza de detalhes. Foi um dos trabalhos mais detalhados realizados pela polícia de São Paulo, talvez só comparável ao desenvolvido durante o acidente com o Airbus da TAM, em julho de 2007.
Mesmo assim, no caso Isabella, os pormenores foram tão minuciosos que deixaram a população surpresa com tanta tecnologia de ponta.
Foram pesquisas em cima de pesquisas, testes e mais testes, várias noites de sono perdido para se ter uma conclusão com base em provas contundentes contra o casal. Uma delas pôde ser obtida a partir de marcas deixadas pela tela de proteção da janela nos ombros da camiseta de Alexandre. Os peritos testaram várias posições até provarem que só com um peso nas mãos era possível conseguir tais marcas.“O que está sendo visto atualmente em São Paulo vem comprovar a importância da perícia no desfecho de um crime”, ressalta o diretor do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul, Áureo Luiz Figueiredo Martins.Segundo Martins, com a tecnologia de hoje não se precisa mais de confissão para se condenar um suspeito.“Já existem equipamentos microscópicos capazes de permitir a análise até de microfibras de um tecido e de tudo o que está grudado nelas”, diz, referindo-se à descoberta de que na camiseta de Alexandre havia fiapos de náilon da tela.A rainha das provas“A prova técnica é algo irrefutável. É a rainha das provas, porque não muda de forma alguma. Já as testemunhas podem dar versões controversas durante o inquérito policial e o processo”, afirma o perito gaúcho. Para Martha de Souza, diretora do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, do Rio, os indícios da perícia paulista contra o casal são fortes e muito eficientes.“Eles (Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá) não têm como justificar o sangue da menina no carro. Além disso, o pai e a madrasta terão algum trabalho para explicar a razão de um criminoso se dar ao trabalho de usar uma toalha e uma fralda para limpar o rosto da criança”, conclui Martha.

Atestados de Antecedentes pela Internet

Arranjou um trabalho e precisa apresentar um atestado de antecedentes criminais para ser registrado na empresa?
Não se preocupe, porque o documento que certifica a ficha limpa na polícia pode ser retirado na hora pela página da Secretaria do Estado de Segurança Pública na internet (www.ssp.sp.gov.br). A coluna avaliou o site e os serviços online oferecidos à população.
A página é de fácil entendimento. Para retirar o atestado de antecedentes criminais, basta fornecer o nome completo, filiação, data de nascimento, número do RG e a data de expedição do documento. Em poucos segundos, o atestado é gerado é fica disponível para consulta e ser impresso.Vale lembrar, no entanto, que a pesquisa só pode ser feitas por pessoas que tenham documentos expedidos pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IRGD), ligada à Secretaria do Estado de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Pelo site da secretaria, é possível também registrar boletins de ocorrência.
Para facilitar a vida do cidadão, a Delegacia Eletrônica disponibiliza os links para furto de veículos, furto ou perda de documentos e celular, desaparecimento ou localização de uma pessoa. Para furto de veículo, a Delegacia Eletrônica promete que um policial entre em contato com o declarante, que pode ou não ser a vítima, em no máximo uma hora. Nos demais casos, incluindo os de desaparecimento de pessoas, o tempo em que o contato será feito não é especificado na página. Uma informação importante: quem faz o BO on-line não pode perder o número do protocolo fornecido. Isso porque só com ele é possível consultar o registro policial. A coluna tentou acessar uma BO de furto de celular realizado no dia 24 de dezembro do ano passado, mas, mesmo informando o número do CPF da vítima, sem protocolo, não conseguiu. A página permite ainda consultar multas do Detran e de pontos na carteira de habilitação. Também de forma prática e rápida.
ELES RESPONDEMBO on-line vai para delegacia
A titular da delegacia eletrônica, Cristina Bonilha, informou que essa unidade é responsável pelo registro dos boletins de ocorrência on-line. Segundo ela, cerca de uma hora após o usuário registrar a ocorrência, um policial da delegacia eletrônica entra em contato para confirmar os dados e finalizar o processo. Depois desse trâmite, o caso é encaminhado à delegacia da área, que prossegue com as investigações. Em caso de perda do número do protocolo, o usuário deve entrar em contato com a delegacia eletrônica e comunicar o ocorrido por meio de telefone ou e-mail.A Delegacia Eletrônica ainda divulga fotos de pessoas desaparecidas e de procurados pela Justiça. E informa o telefone do Disque-Denúncia, que funciona 24 por dia. Na capital e região metropolitana, o telefone é 181. Na região de Campinas, o telefone é (19) 3236-3040 (19) 3236-3040 . Para o resto do estado, basta ligar 0800-156315.
Em-agosto, a página da Secretaria de Segurança , recebeu, em média, 45.549 visitas diárias.

Crianças recebem presentes da Policia Militar



44º BPM/I
Crianças de três creches receberam presentesO 44º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), através da Seção de Comunicação Social, realizou, na manhã desta sexta feira (09), a entrega de 250 brinquedos em três diferentes creches municipais de Lins, distante 446 quilômetros da Capital. A campanha, realizada no início do mês de setembro, arrecadou cerca de 400 brinquedos, sendo que parte deles foi entregue para serem utilizados na própria creche. O evento contou com a colaboração de algumas lojas do município, mas, principalmente, pela solidariedade das pessoas que fizeram suas doações.
O esforço foi compensado devido à alegria e o sorriso estampados em cada criança que recebia seu presente. 44º Batalhão de Polícia Militar do Interior

Mulher acorda com o compadre na cama

Um cozinheiro foi detido por policiais militares, às 02h00 de domingo (11), em Rio Grande da Serra, a 37 km da Capital, suspeito de ter estuprado a mulher do seu amigo. Ele aproveitou que a mulher dormia sozinha e se deitou na cama da vítima. Quando acordou, a mulher o expulsou e chamou a Polícia Militar. O suspeito foi autuado em flagrante e se encontra numa carceragem da Polícia Civil. Uma mulher acordou na madrugada de domingo (11) e notou que o homem que estava na sua cama, apenas de cueca, não era o seu marido. Era o seu “compadre”, o cozinheiro M. F. P., de 31 anos, que havia ido a um forró com seu marido. Ela começou a gritar e acordou o cozinheiro, que tentou sufocá-la, apertando seu pescoço. A vítima reagiu e expulsou o cozinheiro da sua casa; em seguida, ligou para a Polícia Militar. Os policiais foram até a casa da vítima, que mora na Rua Bandeirantes, em Rio Grande da Serra. Ainda segundo a mulher, o cozinheiro havia saído com seu marido para ir a um forró, sábado (10) em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. Mas voltou primeiro, na madrugada de domingo e deitou em sua cama. Ela indicou aos policiais o endereço do suspeito, que é seu “compadre” e mora nas imediações.Voltou mais cedo Ao ser localizado, o cozinheiro confirmou que estivera na casa da mulher do seu amigo, mas que não fizera nada. Acrescentou que mantém um relacionamento com a vítima - quando sai com o marido dela, que é seu amigo, para ir a um forró, costuma retornar mais cedo e vai se encontrar com ela. Foi o que havia acontecido naquela madrugada, afirmou. A vítima, contudo, desmentiu essa versão, e foi levada a um hospital para ser medicada, pois tinha lesões no pescoço e no pé. O cozinheiro foi autuado em flagrante, por estupro tentado, na Delegacia Seccional de Polícia de Ribeirão Pires, e conduzido à Cadeia Pública de Santo André, na Grande São Paulo. O delegado plantonista solicitou exames médicos periciais para a vítima e acusado.

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